Um poeta
Será apenas alguém
Que escreve poemas?
Alguém que tem o dom
de, usando as palavras,
construir imagens,
Espelhar sentimentos,
Estados de espírito,
E almas em êxtase?
Ser poeta,
É isso, é verdade,
Mas pode ser muito mais.
Se não fosse
Como seria eu um poeta?
E sou.
Sou um poeta
Que não escreve poemas
Porque para isso
Me falta o talento.
A poesia, não sou eu que a faço,
Procuro-a,
E encontro-a.
Sinto-a e vivo-a
No azul do céu,
nas nuvens alvíssimas,
na brandura do vento
e até mesmo na fúria do mar.
Existe um poema
Numa simples flor
E no aroma que exala.
Existe um poema
Na silhueta airosa
De uma mulher elegante.
Existe um poema
Nos alegres trinados
Que a passarada lança nos ares,
Mas o mais belo poema
Encontra-se no sorriso amigável
De uma alma bondosa.
Perdoem-me que diga que,
Embora não tendo o talento
Que me dê o direito
De escrever poesia,
Eu sou um poeta.
Guilherme Duarte
http://coisasdogui.blogspot.com
Publicações de Guilherme Duarte
Entre milhões de estrelas cintilantes
Que bordam de luz e prata o firmamento
Há uma em cujo brilho mais me atento
Por me lembrar um sorriso que vi antes.
É um pontinho luminoso, bem distante,
Minúsculo, mas com um brilho tão intenso
Que rasga a escuridão do céu imenso
Para me envolver com a sua luz brilhante.
Essa estrela, essa luz e essa paz,
E o sorriso sereno que me traz
São o reacender de um farol que se apagou.
Eu sei…
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Postado em 6 outubro 2009 às 16:30 — 3 Comentários

Escureceu subitamente,
E eu fiquei só.
Estou com medo, mãe,
Com muito medo.
Tu sabes como a escuridão sempre me assustou
E o receio que tenho de estar sózinho.
Abraça-me, mãe.
Aperta-me nos teus braços
Afaga-me os cabelos,
Beija-me,
E canta-me uma canção.
Era assim que afastavas o meus sustos de criança
Enquanto o sono não chegava.
Aconchegavas-me a roupa da cama.
Depois um…
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Postado em 10 setembro 2009 às 20:30
UMA TARDE NA SERRA
No silêncio dos bosques procuro a paz.
Revejo-me na limpidez cristalina da água do lago.
Prende-se-me o olhar na imponência
E elegância dos cisnes ,
E na suavidade com que deslizam
Na quietude das águas mansas.
Encho os pulmões com o ar leve e puro
Que se respira no alto da serra,
Enquanto descanso à sombra fresca
De um castanheiro centenário.
Deixo-me embalar pelo canto da água
A brotar… Continuar
Postado em 17 julho 2009 às 16:06 — 1 Comentário
Uma manhã de Outono
Fria e brumosa.
Uma manhã nostálgica!
Um manto cinzento
De nevoeiro intenso
Esconde a serra
E invade os bosques.
Mas afinal
Que faço eu aqui
A vaguear pela serra
Numa manhã fria e húmida,
Sózinho,
Sem tino
E sem rumo?
À minha volta,
O silêncio, apenas.
Calaram-se os pássaros.
Não ecoam na vastidão do bosque
Passos nem vozes,
Nesta… Continuar
Postado em 11 junho 2009 às 20:30 — 1 Comentário
Neste cantinho escondido
Do parque fresco e frondoso
Que há muito tempo acolheu,
E escondeu o nosso amor
Dos olhares menos discretos,
Parece que o tempo parou.
O mesmo banco de pedra
Salpicado pelo musgo,
À sombra do castanheiro.
O canto da água da fonte
Continua a ser o mesmo
Que embalou os nossos beijos.
E as folhas do arvoredo
Afagadas pela brisa
Continuam sussurrando
Os mesmos sons embaladores.
As…
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Postado em 2 junho 2009 às 9:23
Caixa de Recados (9 comentários)
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Quero desejar procê um maravilhoso restinho de semana, convidando para as comemorações de 5 anos e as mais de 150 mil visitas do Tataritaritatá no clipezinho da festa no http://www.youtube.com/luizalbertomachado.
E quando puder, confira as novidades da Agenda enquanto curte a webTVRadio Tataritaritatá na minha home page abaixo.
Aguardo sua visita e comentários, tá?
Abrações, vamos aprumar a conversa & tataritaritatá!!!!
www.luizalbertomachado.com.br
Escritor, compositor musical e radialista (DRT 1511-PE).
pois ninguem é Poeta por acaso.
Pensa que temos uma linda missão...
Ser Poeta se dar ao Mundo.
É preciso um sentir profundo...
Conhecer o peso de uma lagrima,
e a preciosidade de um sorriso.
um abraço carinhoso e parabens pelos Poemas
Márcia Peres
forte abraço
Marcia Peres
as vezes a poesia está lá fazendo a alma se encontrar numa palavra mágica. A falta de causa abre espaço para o não dizível não dizer. E não dizendo, o espaço da emoção do ouvinte é que sintoniza e faz de sua escrita um poema.
Como tal, o poeta escreve na pauta a nota mágica e torna-se assim também um compositor.
Vou lhe adicionar como amigo, posso?
Abraços, Bel