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Adicionado por Catarina Paula Camacho
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Postado em 6 janeiro 2010 às 7:32 — 1 Comentário

Postado em 21 outubro 2009 às 8:29 — 1 Comentário
Postado em 20 outubro 2009 às 9:21
Postado em 15 outubro 2009 às 9:36
Postado em 20 agosto 2009 às 6:31 — 2 Comentários
CINCINATO PALMAS AZEVEDO comentou a postagem no blog POBRE BRASI de CINCINATO PALMAS AZEVEDO
Zaymon Zarondy comentou a postagem no blog APELO de Ana Barbara de Santo Antonio
Clark Bruno comentou a postagem no blog AMADOS IRMÃOS - Falando de Deus! de Carlos José Soares
Luiz Dias Vasconcelos comentou a postagem no blog Haicai de Sueli Fajardo
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Marlucia Divina da Silva Medeiro comentou a postagem no blog Aprendi com as formigas! de Marlucia Divina da Silva Medeiro
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Eliane Accioly comentou a postagem no blog Folhas (trova) de Jorge Cortás Sader Filho
Marcia Portella comentou a postagem no blog Densidade de Marcia Portella
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Luiz Dias Vasconcelos comentou a postagem no blog Haicai de Sueli Fajardo
Luiz Dias Vasconcelos comentou a postagem no blog Densidade de Marcia Portella© 2012 Criado por Ana da Cruz.
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http://www.youtube.com/watch?v=jIQ_LE6qCfU
Ouvi os seus videos!
Que linda paixão tem pela vida,
Com muito amor vive intensamente,
Ama apaixonadamente.
Como é belo! como é encantador!
Adorei todas as músicas - ouvi-as!
Parabéns por nos ter presenteado com bela música!
Beijos,
Francisco
Para te querer basta que o frio assassine a flor do tempo
E de um buquê de mar tua voz sossegue a dor do vento
Para te querer basta um rio sem asas quando a ponte tropeça
E então te despes enquanto a cabine do desejo está sem pressa
Para te querer num assunto de portas com punhos e o metro
Agudo da saudade convida para um jantar sem sobrancelhas
Sem lápides ou sem cadeados ou sem porteiros tristes
E sentas à mesa ante um cardápio variado de fúrias
E te querer não tarda mais que um objeto enfurecido
Desses de arreganhar vazios depois do açoite
E te querer é cruel com suas lâminas de esquecer
Te querer é doce e se arrasta pela madrugada até
O dedão do pé que lambes com malícia de abismo
E cada lambida é um punhal sem pudores
Que avança pelo sexo até o limite do obscuro
Até que gozes toda a tortura de abandono
Te querer não tem palavras com maquiagem
Nem carícias com a entrega em ponto morto
Talvez um aborto de silêncios quebre a tara
do teu túnel de vingança que logo murcha e ferve
O que há para te amar além de soluços e pijamas?
Que sombra em tua cama sustenta o teu delírio?
Um filho com tijolos que atalhas no copo?
E que alimentas do pó que tua vaidade sopra
Por sobre as circunstâncias da tristeza
Teu corpo agora mede a distância entre o farol
E a sombra e se deixa lambuzar de naufrágios
Que a língua lava desolada até arder álacre
E aliada das conversas de tuas coxas aladas
Que vão comigo até que te amar seja o sinal
Do que se persegue com a palavra em riste
E reste mais no copo além do que se mede
E que o apetite por ti atice a ternura e o tesão
E ninguém venha entregar pedaços de memória
E que as ruas vomitem cada centavo de vício
Cada oração pelo avesso receba seu dízimo de sonho
E te querer não seja tão medonho ou quase um suicídio
Um estampido com óculos na janela do esquecimento
Te querer por um momento e te odiar entre paredes
Te odiar desse jeito de espelhos com borboletas
Te odiar com sede de chegar até o fundo do laço
E poder eriçar cada pêlo bêbado de tua lava
Levar ao orgasmo cada estrela que me olha
Extenuada e sem plano de vôo porque só tem
Por destino me ensinar a te querer e a te odiar
E a te perder quando chegas com as tintas da liberdade
E manchas com tua risada no papel o poema
Geraldo Maia
beijo
de um cristal com sono esculpi teu beijo
e da fome ancestral da cebola colhi meu riso
estavas num barco sem pétalas só um símbolo
de asas inquietava teu colo na noite sem olhos
e de ti me tomastes pelo avesso
de tua fundura onde um menino dança
de tua flor sem soluços principiei meu sonho
estavas nua e apenas o som te amava
o sol sem ruas esperava o mel de tua pressa
e por aí andavas desde que me viciei em tua ternura
ah flor de saudade água de pássaro com soluços
talvez ainda em mim resista a sombra do teu rastro
escrevi para ti um mar em forma de grito
estava em pleno abraço com o abismo
então chegaram tuas coxas de argila
dois túneis de alasbastro com corcéis famintos
mas não havia para mim senão teus dedos
a pintar de chuva os desvios do coração
não havia cor nesses versos fatigados
de ânsia e de soldados
Então alguém apaixonado plantou um
pouco de música no poema
mas não havia sequer um poema ou lago
era só uma paixão dessas viciadas em pássaros
do mesmo sexo que a música no poema
nenhum mérito de improviso
o amigo põe música no amigo
e apenas por isso a poema existe
nada em si mesmo justifica seus versos
nada só a trama das espadas
nenhuma metáfora que o valha
nenhuma invenção do vazio ou
um arquiteto de plumas
e é tão leve a perfeição que resvala
na primeira falha de tua palavra fria
tão fria que não cabe mais num rio
só sabe perseguir relógios de alma antiga
são parecidos com lágrimas encardidas
dessas com o soluço envelhecido
um dia esperam que o barco engula o nevoeiro
e possam então olhar
e compreender que o cais não tem outra porta
que amanhecer
Beijo,
Geraldo Maia
a poesia é a linguagem Divina
Por isso é preciso se ficar em silêncio
Só a poesia fala e tudo o mais a escuta
Quando o poeta recita DeusaDeus está se expressando
O poeta é o canal de expressão e a poesia é o enigma
da Divindade em cada um de nós
O poeta então é um instrumento de DeusaDeus
e a poesia o seu mistério
A todo instante a poesia traz uma mensagem
da Divindade
Em cada lugar, em cada montanha, mar, em cada rio
em cada sombra, luar, em cada frio
em cada sol, folha, pedra, grão
em cada pássaro, pedra, em cada verme
No pão, no lixo, no risco, no corisco
no silêncio, grito, sussurro canto
A poesia está no riso e no pranto
no ódio e no amor
no rio e no calor
no terror e na oração
A poesia não tem horários
nem pátrias, nem cor, nem crenças, nem sexo
nem partido, nem preço, nem endereço, ou veste
Mas a arquitetura da poesia está no silêncio
e a poesia é a arquitetura do silêncio
O momento da poesia é só silêncio em sustenido
Esse momento nasce em você
você dá a luz à poesia
Por isso poeta (poetisa) é mãe e pai
e a poesia salta de dentro do mistério
E isso não é lógico nem racional
Apenas uma verdade poética
A verdade lógica é fruto da mente comum
A verdade poética é misteriosa e extraordinária
Não dá para argumentar com ela
Poesia é arte, não é lógica
não é ciência "in vitro"
E a arte não é um argumento
Não dá para argumentar com ela
Poesia é religação com a Divindade
que através dela Se manifesta
E religar-se com o Divino
e religar-se consigo
A poesia não se incomoda com argumentos
com a lógica porque é mistério
è o desconhecido em cada coisa
Em cada Ser se parindo
A poesia é tão poderosa que pode seduzir
qualquer pessoa a qualquer momento
para dentro de si mesma
Esse é o poder imenso da poesia
um poder hipnótico, revolucionário
e auto transformador
que você se sente absorvido para dentro dela
que o devora e cospe
o que há de morto no seu interior
Nesse instante nasce a poesia em você
sem que haja necessidade de convencimento
O poeta não tenta convencer
se alguém fica convencido, tudo bem
Se não fica convencido, tudo bem
Convicção não tem muita importância
Se você for convencido através de argumentos
jamais se tornará um poeta
vai se tornar um filósofo
um político, um professor, um fanático
mas não um poeta
A poesia é como o amor
Acontece sem qualquer razão
Você não pode provar nada, não é necessário
Só é necessário provar algo se você quer um empréstimo
Ou se candidatar
ou vai prestar exames ou está no laboratório
A poesia acontece tão subitamente
que não há intervalo de tempo
O poeta se apaixona rápido
e você se apaixona rápido pelo poeta
Não há como explicar, como provar
E se alguém fala mal de um poeta
É contra um poeta
É muito fácil provar algo contra o poeta
Impossível é provar algo a favor do poeta
Não há provas concretas, científicas, materiais
Só uma relação de entrega profunda
de confiança profunda
de paixão profunda
de cegueira profunda
Mas essa cegueira exterior se torna
uma profunda visão interior
da Divindade em si
Os poetas não podem ser aceitos em qualquer lugar
Os poetas só podem ser aceitos no coração amoroso
O poeta não pode ser absorvido por qualquer coisa estabelecida
Só um envolvimento pessoal, um coração amante e muito louco
pode se tornar o lugar do poeta
Porque o poeta cria o caos no coração das pessoas
O poeta está interessado em demolir
a estrutura morta existente no interior de cada pessoa
O poeta quer conectar cada ser humano
com suas raízes Divinas originais
Afundá-lo em seu próprio poço primal
E torná-lo à tona outra vez
no grito silencioso da poesia
O poeta diz que tudo é simples
Para o poeta tudo é mesmo muito simples
Ele sente e reflete a simplicidade da terra, do ar, da água
do fogo, do éter, das folhas, dos olhos, das mãos, do beijo
Para o poeta tudo é mesmo simples
mas prenhe se significado
de essência
de um sentido intrigante
agudo, encantador, profundo
e misterioso.
De antro.
Geraldo maia
Letra & música de Luiz Alberto Machado
É preciso respeitar melhor a vida
no amor que traz a paz que é tão bem vida.
Amar para se ter além do passional
e o coração valer o ser humano universal.
É preciso respeitar as diferenças
e não se equiparar ao que é hostil nas desavenças.
Lutar contra a mantença desigual
que forja o algoz na força do poder irracional.
Se entregar agora, todo dia e a noite inteira,
testemunhar assim as coisas verdadeiras.
Colher a lágrima do olhar mais desolado
para irrigar a sede do carinho devastado.
É preciso ter no olhar a flor da vida,
trazer a luz do sol nas mãos amanhecidas.
E perceber o amor no menor gesto natural
para valer o sonho mais presente mais real.
Se entregar agora, todo dia e a noite inteira,
testemunhar assim as coisas verdadeiras.
Colher a lágrima do olhar mais desolado
para irrigar a sede do carinho devastado.
E afinal poder sorrir
como quem vai feliz viver,
a manter a crença e o seu proceder na paz.
Semear a vida no ideal de colher
o que virá depois
pra ser alegria imensa para um, mais dois, mais!
Viver a vida pelo que foi e será, é e será!
© www.luizalbertomachado.com.br
Veja o clipe desta canção acessando http://www.youtube.com/watch?v=GxzlihHqIrI ou baixe em mp3 acessando http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=24909
Beijos
Graça Campos